Rosas
do meu roseiral,
por
entre o verde de cheirosas flores,
lancei
meu olhar de etérea vibração.
Ecos
sonoros de labaredas de mistérios
no
manso vento que desponta a aurora como bola de
cristal
Rosa... botão de rosa,
que
jorra o bálsamo doce
adejando sobre o ventre o casto
sonho
que
lhe afaga o seio
Botão
de rosa que se abre rubida,
livre
é o amor que floresce
flamejando o coração,
nas
mãos tecidas de sonhos,
que
acariciam os labirintos de um querer,
que
leva o canto da saudade
guardado no peito
entre
rosas matizadas pela luz do sol
Rosa... a paixão é o veneno
de
todos os meus delírios!
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